Enquanto o país olha para Gabriel Bortoleto na Fórmula 1, tem outro brasileiro fazendo barulho no degrau de baixo. Rafael Câmara, da Invicta Racing e ligado à academia de pilotos da Ferrari, vem se firmando entre os melhores da Fórmula 2 em 2026.

A pole de Silverstone

No fim de semana do GP da Grã-Bretanha, Câmara cravou a pole da corrida principal da F2, batendo o rival de campeonato Alexander Dunne. Foi a terceira pole dele na temporada, segundo a Fórmula 1 e a própria FIA. Numa categoria de carro igual para todos, largar na frente com regularidade diz muito sobre a mão do piloto.

Na sprint de grid invertido ele saiu de décimo e terminou em oitavo, somando pontos, conforme o balanço da Ferrari sobre o fim de semana. Não foi o resultado dos sonhos na corrida curta, mas manteve o brasileiro no pelotão de cima.

Por que ele importa para o Brasil

A conta é simples. A F2 é a antessala direta da F1, e o país passou anos sem um piloto na fila. Agora são dois em sequência: Bortoleto já subiu, e Câmara aparece como o próximo da lista, com o selo da Ferrari nas costas. Selo de academia forte ajuda, abre portas, mas não garante nada. O que conta é o que ele faz no carro, e por ora ele vem entregando.

Vale segurar a empolgação na medida certa. Campeonato de F2 é longo e cruel, e uma sequência ruim muda o humor rápido. Aqui a gente vai acompanhar Câmara com o mesmo critério do resto: elogio quando merece, cobrança quando faltar. Por enquanto, o brasileiro está fazendo a parte dele.