A Fórmula 1 chega a Spa-Francorchamps para o Grande Prêmio da Bélgica com a corrida marcada para domingo, 19 de julho, às 15h no horário local, o que dá 10h em Brasília. São 44 voltas no circuito mais longo do calendário, encravado na floresta das Ardennes.

O circuito que separa os bons dos medianos

Spa é dos traçados mais respeitados do grid. Tem a subida de Eau Rouge e Raidillon, uma sequência rápida que os pilotos encaram quase sem tirar o pé, curvas de freada pesada como La Source e um clima que muda sem avisar. Não é raro chover em um setor da pista e o outro seguir seco. Montar o carro ali é um dilema: asa demais para o setor técnico do meio custa velocidade nas retas, asa de menos deixa o carro nervoso nas freadas.

O fim de semana

Depois do formato diferente na Áustria, a Bélgica volta ao esquema tradicional, segundo o cronograma publicado pela organização: dois treinos livres na sexta, treino final e classificação no sábado, e a corrida no domingo. Sem sprint, o trabalho de sexta pesa mais na preparação.

A briga lá na frente

O campeonato chega equilibrado. Kimi Antonelli lidera com 25 pontos de vantagem sobre o companheiro de Mercedes George Russell, depois de ver uma vitória escapar em Silverstone por falha mecânica. Spa, com suas retas longas, costuma embaralhar as contas e premiar quem acerta a estratégia de asa.

O ângulo brasileiro

Gabriel Bortoleto entra em pista pela Audi, ainda no ano que a própria equipe trata como de aprendizado. Em uma pista onde a velocidade de reta expõe o pacote de cada carro, dá para ler bem onde o projeto da Audi está de verdade. Vale acompanhar menos o resultado final e mais o ritmo do brasileiro contra os carros da mesma faixa. É ali que se mede a evolução.