A Fórmula 2 é o degrau logo abaixo da Fórmula 1 na escada do automobilismo monopostos. É lá que boa parte da atual geração de pilotos de F1 provou que estava pronta. Acompanhar a F2 é assistir ao futuro do grid principal se formando em tempo real.
Carro igual para todos
A F2 é uma categoria monomarca. Todas as equipes usam o mesmo chassi, o mesmo motor e o mesmo fornecedor de pneus. A lógica é tirar o dinheiro da equação técnica e deixar o talento aparecer. Se um piloto faz diferença com material idêntico ao do vizinho de box, a mensagem para os observadores da F1 é clara.
O formato do fim de semana
Cada etapa costuma ter duas corridas: uma sprint e uma corrida principal, chamada de feature race. A sprint usa um grid parcialmente invertido, o que embaralha as posições e força ultrapassagem. A principal larga conforme o tempo de classificação. É um formato que recompensa consistência e cabeça fria, não só velocidade de uma volta.
O elo com a F1
F2 e F1 correm quase sempre no mesmo fim de semana e nas mesmas pistas. O jovem piloto aprende o traçado, lida com a pressão do paddock principal e aparece para os chefes de equipe. Vencer a F2 não garante uma vaga na F1, mas é um dos cartões de visita mais fortes que existem. Para o público brasileiro, foi por esse caminho que Gabriel Bortoleto chegou ao grid.


